domingo, 19 de abril de 2009

"Suicídio da Razão"

A obsessiva lucidez
me aborrece;
sou capaz de afundar num rio
sonhos e fantasias.
Porém se atiro à água
o meu olho,
ele bóia – e fita o mundo.
E me investiga.

Volta a sensação nítida
– e ela incomoda um bocadinho –
de que eu sinto apenas saudade
de algo que nunca existiu.

Vou pegar minha lucidez
e enterrá-la na areia.
Depois me sento por cima
como já fiz à minha vida.

Por Claudinho Teixeira, para Fabiola Sampaio

sábado, 18 de abril de 2009

Meu Sonho

(Cecília Meireles)

Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Com licença poética

Li este poema, pela primeira vez, no meu 1º primeiro período de letras, na Ufes. Ele foi-me apresentado pelo professor Alexandre Martins... Uma figura!
Acho que alí, naquele momento, rendi-me a literatura e a poesia, de uma vez por todas. Adélia, minha preferida...

Quando nasci um anjo esbelto,

desses que tocam trombeta, anunciou:

vai carregar bandeira.

Cargo muito pesado pra mulher,

esta espécie ainda envergonhada.

Aceito os subterfúgios que me cabem,

sem precisar mentir.

Não sou tão feia que não possa casar,

acho o Rio de Janeiro uma beleza e

ora sim, ora não, creio em parto sem dor.

Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.

Inauguro linhagens, fundo reinos

-- dor não é amargura.

Minha tristeza não tem pedigree,

já a minha vontade de alegria,

sua raiz vai ao meu mil avô.

Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.

Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

SÓ DE SACANAGEM



ELISA LUCINDA

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Aviso da lua que menstrua

Elisa Lucinda

Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na "vera"
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a "cidade secreta"
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofando
cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha...
ora, não ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!

ESCUTATÓRIA

Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... (O amor que acende a lua, pág. 65.)


As cinco linguagens do Amor

por Chafic Jbeili - www.chafic.com.br

Já reparou como é crescente o número de pessoas que não se sentem amadas pelas pessoas que dizem amá-las? Porque será que isso acontece? Como pode tanto esforço não ser reconhecido pelo outro? Bem, é tudo questão de linguagens do amor.

Cada pessoa manifesta e recebe amor de um jeito muito particular. Não há uma linguagem universal do amor. Nem todos falam e escutam o mesmo dialeto do amor.

O dr. Gary Chapman identificou pelo menos cinco destas linguagens:

1-Palavras de afirmação: nesta linguagem é comum a pessoa expressar ou sentir amor por meio de elogios. Ela elogia porque quer também ser elogiada. Um elogio por dia pode ser suficiente para fazer crescer e sustentar um grande amor por décadas. Na maioria das vezes não é necessária nem uma frase completa, bastando uma mensagem no celular ou um bilhetinho no bolso com uma única palavra, como por exeplo: Delícia!

2-Tempo de Qualidade: aqui a pessoa privilegia o aspecto da atenção, do olho no olho. Ela larga tudo para dar atenção e para se sentir amada é necessário que o parceiro ou a parceira faça o mesmo. De futebol a novela que você preferir ao invés de dedicar alguns minutos de atenção pode fazer com que a pessoa se sinta "trocada" por estas coisas e então ficará com a sensação de que não é amada ou que é menos importante. Intorrompa algo que esteja fazendo, seja lá o que for e dedique uma troca de olhar...

3-Presentes: Esta é a linguagem mais comumente utilizada pelas crianças, mas também encontradas nos adultos que aprenderam ou preservaram este tipo de linguagem. As pessoas que utilizam desta linguagem para se sentirem amadas ou para expressar seu amor, devem ter sempre um presente, por mais singelo que seja, como protagonista de um encontro. Não é o valor do presente, mas o fato de ter pensado na pessoa e de ter lembrado dela de alguma forma. às vezes um botão de rosa ou um bombom já diz muito.

4-Atos de serviço: nesta quarta linguagem do amor, a pessoa sente que ama ou que é amada quando serve ao outro ou quando é servida pelo outro. Uma massagem, uma carona, buscar um copo de água, preparar uma refeição, ajeitar o cabelo, fazer um favor qualquer e ser solícita é também uma forma de dizer "eu te amo".

5-Toque físico: A carícia, o beijo, as mãos dadas, o andar abraçados é o cerne desta linguagem.

Porque os enamorados são sempre mais intensos e marcantes? Porque eles costumam ser poliglotas do amor. Usam todas as linguagens no jogo da conquista, mas depois que conquistam a pessoa amada, voltam a falar um único idioma e às vezes nenhum, deixando aquela sensação de vazio no coração de quem um dia foi galanteada(o)... que pena né!

Entende-se que quando o casal se limita nos uso das linguagens do amor para expressar o que sente pelo outro, nem sempre este outro se sentirá amado(a), pois pode ser que um utilize palavras de afirmação, mas o outro só se sentiria amado se a linguagem fosse de tempo de qualidade, compreende?

Quando Jesus esteve na casa de Lázaro, por exemplo, Marta e Maria usaram diferentes formas para expressar amor. Enquanto Maria dedicou tempo de qualidade a Jesus, tendo largado tudo para sentar aos pés de jesus e fazer "sala" para Ele, sua irmã Marta usou a linguagem de atos de serviço, tendo ido preparar algo para o mestre beber. As duas expressaram amor, mas cada uma a seu jeito.

Jesus utilizava de todas as linguagens com todas as pessoas, por isso, como ser humano, foi sempre muito intenso em suas relações afetivas com as pessoas.

Eu estou sempre observando as linguagens que cada pessoa utiliza para expressar seu amor, pois é esta mesma linguagem que quando utilizada a seu favor irá fazê-la se sentir amada.

é muito comum nos e-mails que recebo as pessoas retornarem com palavras de elogios (palavras de afirmação); outras oferecendo apoio (serviço); outras oferecendo textos, slides, livros (presentes); outras oferecendo beijos e abraços (toque físico) e outras oferecendo sua presença, ainda que online (tempo de qualidade). Eu fico extramamente feliz, pois percebo que cada qual expressa o seu carinho e sentimento de gratidão na linguagem de amor que conhece e utiliza, às vezes até inconscientemente.

Já pensou se usássemos o maior número de linguagens possíveis com as pessoas à nossa volta? Nossas relações seriam muito mais intensas...

E você, já descobriu qual a linguagem do amor que você utiliza? Como é que você tem dito "te amo" às pessoas?

Fica aí o convite para a reflexão!

As mãos que embalam o berço governam o mundo!


Provérbios 22.6 diz que devemos ensinar à criança não o caminho que ela quer andar, mas no caminho que ela deve andar. O exemplo não é uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz.
Precisamos de mães que sejam exemplo para os seus filhos, que sejam espelho para os seus filhos. Porém, um espelho para ser útil precisa ter quatro características:


PRIMEIRO: Ele é mudo. Ele não fala, mas mostra. A mãe também mostra o que está errado em seus filhos.A forma de ensinar os filhos não é com regras e mais regras nem com excesso de palavras e gritos, mas com exemplo.

SEGUNDO: O espelho precisa estar limpo, um espelho sujo ou embaçado não reflete com fidelidade a imagem. A maior riqueza dos filhos é ter pais piedosos. A maior herança que deixamos para os nossos filhos é o exemplo de uma vida irrepreensível.

TERCEIRO: O espelho precisa ser plano. Um espelho côncavo ou convexo distorce a imagem. Os pais precisam viver com coerência. Os filhos não se impressionam com as nossas palavras.Eles precisam ver as nossas atitudes; precisam referendar as nossas palavras. Nossos atos falam mais alto do que as nossas palavras mais eloquentes.

QUARTO: O espelho precisa ser iluminado.Não adianta ter espelho e olhos, se não temos luz. Deus é luz. Sua palavra é luz. Não podemos ser guarda das fontes se não andarmos na presença de Deus nem seguirmos as orientações da sua palavra.
Deuteronômio 6. 1-9 diz que antes de ensinarmos a palavra de Deus aos filhos, precisamos ensinar a nós mesmo.

Agostinho dizia que devemos educar nossos filhos vinte anos antes deles nascerem. Ou seja, devemos educar-nos primeiro antes dos nossos filhos nascerem. Primeiro guardamos a palavra de Deus no nosso coração, depois ensinamos aos filhos. Primeiro amamos a Deus, depois ensinamos os filhos a amarem a DEUS. Primeiro, tiramos o entulho da nossa própria vida, depois ajudamos os filhos a viverem uma vida limpa. Primeiro temos intimidade com Deus, depois criamos os filhos na admoestação e disciplina do Senhor.

GUARDAS DAS FONTES, não abandonem o seu posto. É mais importante ser uma mãe exemplar do que uma mulher de sucesso. AS MÃOS QUE EMBALAM O BERÇO GOVERNAM O MUNDO. Seus filhos precisam de vocês. A sociedade precisa de vocês. Se vocês desertarem do seu posto, a família naufragará, o mundo perecerá...

Mãe... Nunca desista do seu filho. Seja perseverante, Deus ouvirá o seu clamor e te ajudará. Ore por ele, jenjue por ele, madrugue por ele. O teu filho tem que ser mais filho de Deus do que teu...

E TUDO QUANTO PEDIRDES EM ORAÇÃO CRENDO RECEBEREIS ( Mateus 21-22 )

terça-feira, 7 de abril de 2009

O MENESTREL


Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.


E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.


E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.


E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol
queima se ficar exposto por muito tempo.


E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.


Descobre que leva-se anos para construir confiança
e apenas segundos para destrui-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.


Aprende que verdadeiras amizades continuam
a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você tem da vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.


Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida
são tomadas de você muito depressa -
por isso, sempre devemos deixar as pessoas
que amamos com palavras amorosas,
pode ser a última vez que as vejamos.


Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo
para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.


Aprende que não importa onde já chegou,
mas onde está indo, e se você não sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco
ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.


Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.


Aprende que maturidade tem mais a ver
com os tipos de experiência que e se teve
e o que você aprendeu com elas,
do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.


Aprende que nunca se deve dizer a uma criança
que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem
o direito de estar com raiva,
mas isso não te dá o direito de ser cruel.


Descobre que só porque alguém não o ama
do jeito que você quer que ame,
não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.


Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.


Aprende que não importa em quantos pedaços
seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.


Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.


E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte,
e que pode ir muito mais longe
depois de pensar que não se pode mais.


E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

Veronica Shoffstall