A obsessiva lucidez
me aborrece;
sou capaz de afundar num rio
sonhos e fantasias.
Porém se atiro à água
o meu olho,
ele bóia – e fita o mundo.
E me investiga.
Volta a sensação nítida
– e ela incomoda um bocadinho –
de que eu sinto apenas saudade
de algo que nunca existiu.
Vou pegar minha lucidez
e enterrá-la na areia.
Depois me sento por cima
como já fiz à minha vida.
Por Claudinho Teixeira, para Fabiola Sampaio
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