Queridos versos
Quero marcá-los sob esta
superfície
Como tatuagem.
E eternizar-te em meu
corpo
Que, sedento de desejos,
Clama por uma gota de
inspiração!
Gostaria muito que Bandeiras
e Olavos
Fossem cá lidos...
Entretanto, meus versos
caem fracos:
São versos de brinquedos
Que trilindram pelo chão
Voam ao encontro das
estrelas
E tresloucados,
buscam ouvidos amigos
e sobras de amor e paixão!
Não são versos com a
métrica perfeita
Ao traço do ourives, caro
Bilac;
Tampouco poesias de
Passárgada,
Em linhas endiabradas
Onde mulheres perfeitas
seduzem
E destilam prazer!
São versos solitários
“De angústia rouca”
De quem dispensa a rima
De quem acredita e grita
E faz da poesia
a irmã gêmea da noite
Filha da dor
Amante do açoite
Louca de amor!