sábado, 7 de novembro de 2009

ESCORPIANOS NÃO FAZEM ANOS...
ELES VIVEM OS ANOS A CONTA - GOTA,
DESFRUTAM OS DELICIOSOS SABORES DA VIDA,
SEDUZEM O TEMPO,
GOZAM DAS HORAS
E DELICIAM-SE NAS PESSOAS...

ESCORPIANOS SÃO APAIXONADOS
E SE AUTO PRESENTEIAM,
FAZEM AMOR CONSIGO MESMOS
E OS OUTROS ACHAM QUE ELES SÃO O MÁXIMO!!

NÃO É FINGIMENTO NÃO...
É QUE O PRAZER MORA NO ENLACE DOS VERBOS DAR E RECEBER:
DE LONGE, DE PERTO, DE FORA, POR DENTRO, INTEIRO, PELA METADE...

domingo, 6 de setembro de 2009

EDUCAR



Penso muito, falo mais ainda.
E reinvento as palavras
Que às vezes nem tem tradução
Ou tenham várias delas.
Reinventei, por exemplo, o verbo Educar.
E o substantivei:
Educoração, educoragem, eduser, eduquerer!!!!!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louca e santa.
Não quero resposta, quero meu avesso.
Quero aigos que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Pra isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam pra que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância, metade velhice!
Crianças, pra que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, pra que não tenham pressa.

Tenho amigos pra saber quem sou.

domingo, 19 de abril de 2009

"Suicídio da Razão"

A obsessiva lucidez
me aborrece;
sou capaz de afundar num rio
sonhos e fantasias.
Porém se atiro à água
o meu olho,
ele bóia – e fita o mundo.
E me investiga.

Volta a sensação nítida
– e ela incomoda um bocadinho –
de que eu sinto apenas saudade
de algo que nunca existiu.

Vou pegar minha lucidez
e enterrá-la na areia.
Depois me sento por cima
como já fiz à minha vida.

Por Claudinho Teixeira, para Fabiola Sampaio

sábado, 18 de abril de 2009

Meu Sonho

(Cecília Meireles)

Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Com licença poética

Li este poema, pela primeira vez, no meu 1º primeiro período de letras, na Ufes. Ele foi-me apresentado pelo professor Alexandre Martins... Uma figura!
Acho que alí, naquele momento, rendi-me a literatura e a poesia, de uma vez por todas. Adélia, minha preferida...

Quando nasci um anjo esbelto,

desses que tocam trombeta, anunciou:

vai carregar bandeira.

Cargo muito pesado pra mulher,

esta espécie ainda envergonhada.

Aceito os subterfúgios que me cabem,

sem precisar mentir.

Não sou tão feia que não possa casar,

acho o Rio de Janeiro uma beleza e

ora sim, ora não, creio em parto sem dor.

Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.

Inauguro linhagens, fundo reinos

-- dor não é amargura.

Minha tristeza não tem pedigree,

já a minha vontade de alegria,

sua raiz vai ao meu mil avô.

Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.

Mulher é desdobrável. Eu sou.

Adélia Prado

SÓ DE SACANAGEM



ELISA LUCINDA

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Aviso da lua que menstrua

Elisa Lucinda

Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na "vera"
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a "cidade secreta"
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofando
cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha...
ora, não ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!

ESCUTATÓRIA

Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto... (O amor que acende a lua, pág. 65.)


As cinco linguagens do Amor

por Chafic Jbeili - www.chafic.com.br

Já reparou como é crescente o número de pessoas que não se sentem amadas pelas pessoas que dizem amá-las? Porque será que isso acontece? Como pode tanto esforço não ser reconhecido pelo outro? Bem, é tudo questão de linguagens do amor.

Cada pessoa manifesta e recebe amor de um jeito muito particular. Não há uma linguagem universal do amor. Nem todos falam e escutam o mesmo dialeto do amor.

O dr. Gary Chapman identificou pelo menos cinco destas linguagens:

1-Palavras de afirmação: nesta linguagem é comum a pessoa expressar ou sentir amor por meio de elogios. Ela elogia porque quer também ser elogiada. Um elogio por dia pode ser suficiente para fazer crescer e sustentar um grande amor por décadas. Na maioria das vezes não é necessária nem uma frase completa, bastando uma mensagem no celular ou um bilhetinho no bolso com uma única palavra, como por exeplo: Delícia!

2-Tempo de Qualidade: aqui a pessoa privilegia o aspecto da atenção, do olho no olho. Ela larga tudo para dar atenção e para se sentir amada é necessário que o parceiro ou a parceira faça o mesmo. De futebol a novela que você preferir ao invés de dedicar alguns minutos de atenção pode fazer com que a pessoa se sinta "trocada" por estas coisas e então ficará com a sensação de que não é amada ou que é menos importante. Intorrompa algo que esteja fazendo, seja lá o que for e dedique uma troca de olhar...

3-Presentes: Esta é a linguagem mais comumente utilizada pelas crianças, mas também encontradas nos adultos que aprenderam ou preservaram este tipo de linguagem. As pessoas que utilizam desta linguagem para se sentirem amadas ou para expressar seu amor, devem ter sempre um presente, por mais singelo que seja, como protagonista de um encontro. Não é o valor do presente, mas o fato de ter pensado na pessoa e de ter lembrado dela de alguma forma. às vezes um botão de rosa ou um bombom já diz muito.

4-Atos de serviço: nesta quarta linguagem do amor, a pessoa sente que ama ou que é amada quando serve ao outro ou quando é servida pelo outro. Uma massagem, uma carona, buscar um copo de água, preparar uma refeição, ajeitar o cabelo, fazer um favor qualquer e ser solícita é também uma forma de dizer "eu te amo".

5-Toque físico: A carícia, o beijo, as mãos dadas, o andar abraçados é o cerne desta linguagem.

Porque os enamorados são sempre mais intensos e marcantes? Porque eles costumam ser poliglotas do amor. Usam todas as linguagens no jogo da conquista, mas depois que conquistam a pessoa amada, voltam a falar um único idioma e às vezes nenhum, deixando aquela sensação de vazio no coração de quem um dia foi galanteada(o)... que pena né!

Entende-se que quando o casal se limita nos uso das linguagens do amor para expressar o que sente pelo outro, nem sempre este outro se sentirá amado(a), pois pode ser que um utilize palavras de afirmação, mas o outro só se sentiria amado se a linguagem fosse de tempo de qualidade, compreende?

Quando Jesus esteve na casa de Lázaro, por exemplo, Marta e Maria usaram diferentes formas para expressar amor. Enquanto Maria dedicou tempo de qualidade a Jesus, tendo largado tudo para sentar aos pés de jesus e fazer "sala" para Ele, sua irmã Marta usou a linguagem de atos de serviço, tendo ido preparar algo para o mestre beber. As duas expressaram amor, mas cada uma a seu jeito.

Jesus utilizava de todas as linguagens com todas as pessoas, por isso, como ser humano, foi sempre muito intenso em suas relações afetivas com as pessoas.

Eu estou sempre observando as linguagens que cada pessoa utiliza para expressar seu amor, pois é esta mesma linguagem que quando utilizada a seu favor irá fazê-la se sentir amada.

é muito comum nos e-mails que recebo as pessoas retornarem com palavras de elogios (palavras de afirmação); outras oferecendo apoio (serviço); outras oferecendo textos, slides, livros (presentes); outras oferecendo beijos e abraços (toque físico) e outras oferecendo sua presença, ainda que online (tempo de qualidade). Eu fico extramamente feliz, pois percebo que cada qual expressa o seu carinho e sentimento de gratidão na linguagem de amor que conhece e utiliza, às vezes até inconscientemente.

Já pensou se usássemos o maior número de linguagens possíveis com as pessoas à nossa volta? Nossas relações seriam muito mais intensas...

E você, já descobriu qual a linguagem do amor que você utiliza? Como é que você tem dito "te amo" às pessoas?

Fica aí o convite para a reflexão!

As mãos que embalam o berço governam o mundo!


Provérbios 22.6 diz que devemos ensinar à criança não o caminho que ela quer andar, mas no caminho que ela deve andar. O exemplo não é uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz.
Precisamos de mães que sejam exemplo para os seus filhos, que sejam espelho para os seus filhos. Porém, um espelho para ser útil precisa ter quatro características:


PRIMEIRO: Ele é mudo. Ele não fala, mas mostra. A mãe também mostra o que está errado em seus filhos.A forma de ensinar os filhos não é com regras e mais regras nem com excesso de palavras e gritos, mas com exemplo.

SEGUNDO: O espelho precisa estar limpo, um espelho sujo ou embaçado não reflete com fidelidade a imagem. A maior riqueza dos filhos é ter pais piedosos. A maior herança que deixamos para os nossos filhos é o exemplo de uma vida irrepreensível.

TERCEIRO: O espelho precisa ser plano. Um espelho côncavo ou convexo distorce a imagem. Os pais precisam viver com coerência. Os filhos não se impressionam com as nossas palavras.Eles precisam ver as nossas atitudes; precisam referendar as nossas palavras. Nossos atos falam mais alto do que as nossas palavras mais eloquentes.

QUARTO: O espelho precisa ser iluminado.Não adianta ter espelho e olhos, se não temos luz. Deus é luz. Sua palavra é luz. Não podemos ser guarda das fontes se não andarmos na presença de Deus nem seguirmos as orientações da sua palavra.
Deuteronômio 6. 1-9 diz que antes de ensinarmos a palavra de Deus aos filhos, precisamos ensinar a nós mesmo.

Agostinho dizia que devemos educar nossos filhos vinte anos antes deles nascerem. Ou seja, devemos educar-nos primeiro antes dos nossos filhos nascerem. Primeiro guardamos a palavra de Deus no nosso coração, depois ensinamos aos filhos. Primeiro amamos a Deus, depois ensinamos os filhos a amarem a DEUS. Primeiro, tiramos o entulho da nossa própria vida, depois ajudamos os filhos a viverem uma vida limpa. Primeiro temos intimidade com Deus, depois criamos os filhos na admoestação e disciplina do Senhor.

GUARDAS DAS FONTES, não abandonem o seu posto. É mais importante ser uma mãe exemplar do que uma mulher de sucesso. AS MÃOS QUE EMBALAM O BERÇO GOVERNAM O MUNDO. Seus filhos precisam de vocês. A sociedade precisa de vocês. Se vocês desertarem do seu posto, a família naufragará, o mundo perecerá...

Mãe... Nunca desista do seu filho. Seja perseverante, Deus ouvirá o seu clamor e te ajudará. Ore por ele, jenjue por ele, madrugue por ele. O teu filho tem que ser mais filho de Deus do que teu...

E TUDO QUANTO PEDIRDES EM ORAÇÃO CRENDO RECEBEREIS ( Mateus 21-22 )

terça-feira, 7 de abril de 2009

O MENESTREL


Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.


E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.


E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.


E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol
queima se ficar exposto por muito tempo.


E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.


Descobre que leva-se anos para construir confiança
e apenas segundos para destrui-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.


Aprende que verdadeiras amizades continuam
a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você tem da vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.


Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida
são tomadas de você muito depressa -
por isso, sempre devemos deixar as pessoas
que amamos com palavras amorosas,
pode ser a última vez que as vejamos.


Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo
para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.


Aprende que não importa onde já chegou,
mas onde está indo, e se você não sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco
ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.


Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.


Aprende que maturidade tem mais a ver
com os tipos de experiência que e se teve
e o que você aprendeu com elas,
do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.


Aprende que nunca se deve dizer a uma criança
que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem
o direito de estar com raiva,
mas isso não te dá o direito de ser cruel.


Descobre que só porque alguém não o ama
do jeito que você quer que ame,
não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.


Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.


Aprende que não importa em quantos pedaços
seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.


Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.


E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte,
e que pode ir muito mais longe
depois de pensar que não se pode mais.


E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

Veronica Shoffstall

domingo, 22 de março de 2009

TEMPO


Olha lá...

Olha quem passa
passa boi,
passa boiada
passa a vida
a vida não passa

Olha lá, quem vem
Lá de longe
e de perto também

Olha lá, lá se vai...

É a minha vida,
De estação em estação:

Troco de rumo
Mudo a direção

Entro na corrida
Saio na contramão

Busco o outro
Fujo da solidão

Entro de cabeça no mundo
E me perco na multidão.

Olha lá, quem passa...
Sob uma núvem de fumaça
Carregando meus dias
Afogando minhas desgraças

Impulsionando meus sonhos
Feitos de esperanças...

Olha lá...
Sr tempo, passando e fazendo
o hoje, o ontem e o amanhã
Rei da História
Sacerdote da sabedoria
Senhor da vida!

Lá vai ele, olha lá...

Levando, sarando, ensinando, passando...

Olha lá... ele indo!!!


sábado, 21 de março de 2009

ORANDO


Tenho sentido uma força maravilhosa
E sei que o nome desta força é Deus
Estou no vale dos ossos
Mas profetizo a minha vitória
E creio na restituição, na restauração, no milagre
Porque sei quem é o Deus em quem tenho crido!

É tempestade em minha vida
Mas em meu barco há um Deus todo poderoso
Que diz ao mar, acalma-te
E os ventos o obedecem!

Estou andando sobre as águas, ao encontro do meu Deus
E sei que não posso olhar para as ventanias
Pois Ele, o Senhor dos mares e da terra, é o meu alvo.

Clamo a ti, Senhor,
Porque tu conheces o meu interior
Tu me sondas e cuida de mim

Obrigada meu Deus
Renove a minha fé, a cada dia
Dai-me experiências contigo
Ensina-me a cumprir o seu querer em minha vida
E ouve a voz do meu coração
Mas, faça em mim, o teu querer,
amém!

quinta-feira, 19 de março de 2009

ANÉLITO


QUISERA EU SER PINTOR
PARA ACARICIAR COM COR E MAGIA
O CENÁRIO DO SEU CORPO
QUISERA EU SER POETA
PARA SÓ ASSIM E ENFIM
BEIJAR SEUS LÁBIOS NA MÉTRICA DE MEUS VERSOS
QUISERA EU SER BELA PAISAGEM
PARA SER ABRAÇADO PELO AFAGO DO SEU OLHAR
QUISERA EU SER BEIJA-FLOR
PARA POUSAR NOS FIOS DOS SEUS CÍLIOS
E SUGAR A BELA E DOCE FLOR DO SEU SORRISO
QUISERA EU TER DOM DE ANJO
PARA ELEVAR AOS CÉUS
A LOUCURA DE TE QUERER
QUISERA QUE ME FOSSES ETERNAMENTE APENAS UM PIRILAMPO
PARA FAZER-ME REVIVER EM TEUS REFLEXOS
QUISERA EU SER TEU TRAVESSEIRO
E PODER DORMIR COM A INTIMIDADE DOS TEUS SONHOS
QUISERA EU SER PÁSSARO
PARA ENTOAR COM GRAÇA A POESIA DE TE AMAR
TAMBÉM QUISERA EU QUE TU ME PERTENCESTES
COM A MESMA ORDEM NATURAL
COM QUE AS FOLHAS PERTENCEM AOS RAMOS
OS PÁSSAROS AOS CÉUS
E A UVAS AOS CACHOS
ENFIM...
QUISERA EU TODOS OS POEMAS
QUISERA EU A GLORIOSA BELEZA DA VIDA
E TALVEZ A PRÓPRIA GLÓRIA DA MORTE
MAS DENTRE TUDO O QUE EU QUISERA
O QUE MAIS QUERO
É QUE TU ME QUEIRAS!

VILA VELHA, 09 DE SETEMBRO DE 1985.
Autor: Claudio Teixeira

quarta-feira, 18 de março de 2009

MEU POETA PREFERIDO

Há quem diga que todas as noites são de sonhos. 

Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. 

No fundo, isto não tem muita importância. 

O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. 

Sonhos que o homem sonha sempre, 

em todos os lugares, 

em todas as épocas do ano, 

dormindo ou acordado. 

 Willian Shakespeare

SUICÍDIO DA RAZÃO

A obsessiva lucidez
me aborrece;
sou capaz de afundar num rio
sonhos e fantasias.
Porém se atiro à água
o meu olho,
ele bóia – e fita o mundo.
E me investiga.

Volta a sensação nítida
– e ela incomoda um bocadinho –
de que eu sinto apenas saudade
de algo que nunca existiu.

Vou pegar minha lucidez
e enterrá-la na areia.
Depois me sento por cima
como já fiz à minha vida...

Lindo, num é? Quem escreveu foi o Claudinho...

AMAR É...

AMAR É...

É A ESSÊNCIA DA VIDA... 

É CADA GESTO... 

É O DETALHE... É

O BRILHO DA EXISTÊNCIA...

COM LICENÇA POÉTICA

POEMA MARAVILHOSO... UM DOS MAIS LINDOS QUE JÁ LI... 

"Quando nasci um anjo esbelto, 
desses que tocam trombeta, anunciou: 
vai carregar bandeira. 
Cargo muito pesado pra mulher, 
esta espécie ainda envergonhada. 
Aceito os subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. 
Não tão feia que não possa casar, 
acho o Rio de Janeiro uma beleza 
e ora sim, ora não, creio em parto sem dor. 
Mas o que sinto escrevo. 
Cumpro a sina. 
Inauguro linhagens, fundo reinos — dor não é amargura. 
Minha tristeza não tem pedigree, 
já a minha vontade de alegria, 
sua raiz vai ao meu mil avô. 
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem. 
Mulher é desdobrável. 
Eu sou". 

 In Adélia Prado, Poesia Reunida Siciliano, São Paulo, 1991

terça-feira, 17 de março de 2009

CHEIROS

ESTE CHEIRO SUADO 
ASSANHADO 
LOUCO 
TERNO EFERVESCENTE 

CHEIRO DE OURO, 
DE PALHA, 
DE COURO, 
DE NAVALHA! 

CHEIRO QUENTE... 

 ESSE CHEIRO DE MATO QUEIMADO 
DE CAFÉ TORRADO 
DE SANGUE COAGULADO 
DE PEIXE ESTRAGADO 

CHEIRO DE PERFUME BANDIDO 
DE FRANGO ABATIDO 
DE DIA PERDIDO 
DE CÃO FEDIDO 

CHEIRO DE ALMA PENADA 
DE COBRA CRIADA 
DE PELE PELADA 
DE CACHAÇA AGUADA 
DE ÁGUA GELADA 

ESTE CHEIRO SUCULENTO 
DE CACHORRO SEDENDO 

ESTE CHEIRO EMBRIAGADO 
ANIMADO 
ATENTADO 

CHEIRO DE RELVA 
CHEIRO DE SELVA 
CHEIRO DE NÉVOA 

 CHEIRO CHEIO DE CHEIRO 

CHEIRO DE RUA 
DE CHUVA 
DE BREJO 
DE PINGUELA 
DE GRUTA 

CHEIRO CONTENTE 
DEMENTE 
DEPRIMENTE 
CHEIRO BOM DE GENTE!

EXPERIÊNCIA DE VIDA

MINHA MAIOR EXPERIÊNCIA DE VIDA 
É CONTAR ESTRELAS... 
ELAS VIVEM NO MEU CÉU DE ANIL 
E FORMAM MINHA CONSTELAÇÃO DE AMORES: 
  ALGUNS ATREVIDOS, 
OUTROS NUNCA REVELADOS 
  HÁ OS ENCANTADOS 
E OS QUE ME TROUXERAM MEDO E DOR 
EXISTEM AS QUE BRILHARÃO NESTE CÉU PARA TODO O SEMPRE: 
SÃO AS ESTRELAS MAIS CINTILANTES, 
MAIS LINDAS, MAIS ENCANTADORAS, 
MAIS BRILHOSAS, 
MAIS ESTRELADAS, 
QUE MEU UNIVERSO PODERIA CONHECER 
 ALGUMAS ESTRELAS PASSARAM POR MIM 
COMO SE ESTIVESSEM NA CALDA DE UM COMETA 
E TIVERAM UM AR DE VISITA INESPERADA 
E DEIXARAM SAUDADES 

OUTRAS APARECIAM E SUMIAM, 
ASSIM, SUBITAMENTE 
E EU NUNCA SABIA O DIA (OU NOITE) CERTO DE ENCONTRÁ-LAS. 

NESTE MEU CÉU HABITAM ESTRELAS QUE, BRILHAM DIA-A-DIA, 
COMO UM RITUAL SAGRADO. 
DELAS, SEMPRE SEI A DIREÇÃO 
E A INTENSIDADE DA LUZ: 
POR ISSO, QUANDO PRECISO 
OLHO PARA ELAS E CORRO AO SEU ABRAÇO. 

 HÁ TAMBÉM AS QUE NEM SEMPRE ENCONTRO, 
EMBORA EU SAIBA ONDE ESTÃO: 
ÀS VEZES AS VEJO COM UM BRILHO TÍMIDO E, 
ÀS VEZES, ELAS ESTÃO EXAGERADAMENTE BRILHOSAS,
DENTRO DE CLARÃO... 

NÃO PODERIA ESQUECER 
DAS ESTRELAS DE 5ª GRANDEZA 
COM ELAS DIVIDI MOMENTOS ILUMINADAMENTE QUENTES. 
TODO MUNDO DEVERIA ENCONTRAR 
A SUA ESTRELA DE 5ª GRANDEZA, 
PARA ENTENDER O QUE É A TÃO INDISPENSÁVEL LUZ E CALOR 
QUE DÁ A VIDA  AO NOSSO PLANETA... O NOSSO EU. “E AQUECE A ALMA DOS MORTAIS” •

TEM ALGUMAS ESTRELAS QUE SE CHAMAM SAUDADE 
AS QUAIS PASSO HORAS A QUERER SABER POR ONDE ANDAM... 
EM QUAL GALÁXIA SE ESCONDEM? 
EM QUE CONSTELAÇÃO VIVEM AGORA? 

ENGRAÇADO QUE ESTAS ESTRELAS 
DEIXARAM UMA GOTA DE LUZ QUE SEMPRE SURGE EM MINHA FACE 
ESCORRE E MORRE EM MEUS LÁBIOS TRÊMULOS. 

ALGUMAS VEZES AMANHECI COM O MEU CÉU ESCURECIDO. 
NESTES DIAS, ALGUMAS ESTRELAS FRIAS APARECERAM, 
E MEU CÉU NÃO TINHA COR DE ANIL 
E PROVAVELMENTE, NÃO PUDE PERCEBER A DIFERENÇA 
ENTRE AS MINHAS LÁGRIMAS E OS PINGOS DE CHUVA DESTES DIAS NUBLADOS...

ESTRELAS DE MINHA VIDA ESTRELAS 
DO MEU CÉU DE EMOÇÕES 

 FABIOLA SAMPAIO, 2008

PARA ALGUÉM MUITO ESPECIAL

Há momentos em que as palavras tornam-se vazias e que não conseguem dizer o que o nosso coração deseja.
Nessas horas todas as palavras são tolas, frágeis, transparentes.
Elas não conseguem expressar o sentimento que explode no coração.
Às vezes, as tolas palavras não conseguem traduzir o carinho que sentimos.
Mas, quando olhamos, olhos nos olhos, podemos expressar
a linguagem do amor.
Uma linguagem que representa gratidão, afeto e admiração.
Gratidão pelo amor incondicional de pai, de esposo e de amigo que você
sempre demonstrou para sua própria família e amigos.
Afeto porque você está sempre ao nosso lado,
como o melhor de todos os amigos.
E admiração porque o seu exemplo de vida
faz com que o caráter de suas filhas se molde na integridade e honestidade.
Não sabemos como podemos agradecer-lhe por tudo isso!
Neste caso, as palavras são insuficientes...
Queríamos falar da alegria que é tê-lo conosco. Queríamos dizer-lhe muito obrigada pela sua sinceridade, paciência, bondade, solidariedade, gentileza.
Queríamos reconhecer a sua fidelidade,
a sua amizade, o seu carinho e o seu amor.
Só mesmo um homem de Deus para ser assim, tão cheio de qualidades:
Um amigão, paizão e maridão!
É...a gente teve sorte de te encontrar!
Como poderia falar dessas coisas com palavras, não é mesmo?
Um dicionário inteiro é medíocre e pobre, diante da emoção de te descrever.
Por isso, queremos te abraçar e dizer:
Que delícia tê-lo em nossos braços. Guardar esse momento junto a todos os outros em que foi possível ficar bem pertinho de você, sentindo tanta ternura! E lembrar deles por toda a nossas vidas...
Lembrar que esses carinhos, fizeram-nos descobrir as cores da vida.
Ah, de repente uma palavra me veio à boca:
É uma declaração de amor para uma pessoa pra lá de especial:
Você é o grande amor de nossas vidas!!!!!!!

VEROSSIMILHANÇA

Desculpe-me, se meus versos
Não são um romance
Não falam da paixão
Nem contam a história de um grande amor...

Desculpe-me, se meus versos
Ferem a métrica perfeita
Desconfiguram a lírica amorosa
Descompõem a rima tradicional

Desculpe-me, mas a palavra não quer calar
A voz suprema da gente que anda na rua
Precisa ecoar... ecoar... ecoar...

Queria, eu, versos de pura inspiração.
Mas a lágrima brasileira é o motivo de minha canção

Por isso, meus versos são tristes,
Arrebentam a fibra da poética romântica
E faz-se da dor, do medo, do lamento...

Meus versos, silenciosamente, querem justiça,

Meu poema, insistentemente, implora vida.

Meus versos estão cansados
Eles querem protestar
Querem saltar as linhas

Meus versos estão cheios de esperança.

Minha poesia é artigo de jornal.



Fabiola Sampaio, 2007

AO MENINO QUE MORREU

Poema em lamento a morte do menino João Hélio Fernandes, vítima de um bárbaro crime que ocorreu durante um assalto, na cidade do RJ, no dia 07/02/2007. O assalto aconteceu na Avenida João Vicente, em Oswaldo Cruz. A mãe do menino João Hélio Fernandes foi rendida ao volante do Corsa Sedan, placa KUN 6481. Ela estava com uma amiga e uma adolescente de 13 anos, que conseguiram sair do carro. Presa ao cinto de segurança, a criança não conseguiu sair. Os bandidos arrancaram com o veículo em alta velocidade, com o menino pendurado. Motoristas e um motoqueiro que passavam no momento sinalizaram com os faróis. Os ladrões ignoraram e continuaram a fuga, arrastando o corpo pelo asfalto.

Acordei ao som de um grito preso na tela da tv
Uma criança morrera em meu país
O sangue inocente manchou o asfalto de minha pátria
E respingou na cerâmica de minha sala

Mais uma dor no peito de milhões
Mais uma família destruída
Mais um caso de polícia

Lágrimas falavam na tela
E vozes clamavam socorro, justiça, paz...
Uma nação ensangüentada
Comungando o desespero daquela mãe

Menos um brasileirinho
Menos uma vida
Menos uma esperança.



Fabiola Sampaio, 2007

VERBOS E LUZ

Escrevi este texto porque sofri a dor dos meus irmãos brasileiros, vítimas do Airbus A320, em 17 de julho de 2007. Sei que, nestas horas, poucas são as palavras que consolam... Porém, as palavras precisam ser ditas, pois num dia qualquer elas até podem ser escutadas.

VERBOS E LUZ
Feche seus olhos por um instante. Imagine-se emergindo dos seus problemas cotidianos. Esqueça a falta de dinheiro, o amor recusado, a briga com aquele vizinho, seu patrão mal humorado, o caos político brasileiro, a crise aérea, a aterrissagem da morte...
Saia da sua condição mortal, do tempo medido em horas e em atividades a cumprir, em dívidas a pagar, em momentos de espera e de pura raiva, da angústia gerada pela dor, do desespero das perdas, da mágoa gerada pela impunidade, da revolta e da falta de consideração.
Ponha abaixo todas as aflições comuns ao homem no árduo exercício de viver o dia-a-dia.
"Suspenda o tempo"...
Busque um estado de alma sublime.
Sublime-se. Condecore-se com o maior dos troféus, pois a disputa pelo pão nosso de cada dia é a própria eliminatória da grande olimpíada humana. É preciso disposição, coragem e muita, muita fé...
Presenteie-se.Ofereça a si mesmo os mimos que agradam o seu coração. Vista-se com a melhor roupa, use o perfume predileto, mesmo que o dia tenha a aparência de inverno e que as nuvens se mostrem sem cor.
Ame. Independente da direção, do sentido e da força.
Apenas ame e deixe que as pessoas percebam em seus olhos as águas desse amor.
Acaricie-se constantemente.
Massageie o seu espírito.
Alimente-o com orações e louvores.
Descanse.
Durma com a sensação de saudade entre seus lençóis e dê boa vinda ao amanhã.
Sonhe com a leveza do pôr-do-sol.
Abrace a vida. Proclame a paz. Invista em pessoas. Plante a semente do bem querer...
Imperative sua vida com verbos de luz. (Apesar de tudo)
Olhe para o alto e veja o clarão que vem do céu.
É Deus jogando sobre você o magnífico holofote de bênçãos. É Deus te iluminando. É Deus te protegendo. É Deus te consolando. É o verbo dos verbos te amando!
Fabiola Sampaio
18/07/2007

Queridos versos

Queridos versos
Gostaria de marcá-los sob esta superfície
Como tatuagem...
(Com cores de eternidade)
Gostaria muito que os Bandeiras e Olavos
Fossem cá lidos
Entretanto, meus versos caem fracos
São versos de brinquedo
Que trilindram pelo chão
Não são versos com a métrica perfeita
Ao traço do ourives, caro Bilac;
Tampouco poesias de Passárgada,
São versos solitários
De quem dispensa a rima
E faz da poesia a
Irmã gêmea da noite
Filha da dor
Amante do açoite
Louca de amor

Gabriela, bela

Gabriela, bela

Onde se escondeu seu sorriso
Em que galáxia está o seu coração,
Menina com rosto de flor?

Rosa que acabou de desabrochar
E, despedaçada, parece que cheiro
Jamais irá exalar

Pobre paixão perdida
Difícil dor sentida
Sentimentos doídos
Lágrimas derretidas...

Não, pequena garota,
Não pense que todos os seus sonhos foram embora
Ainda restou-lhe o coração
E ainda há tempo para amar

Amar é divino
É experiência de uma vida inteira,
Por isso, Gabriela, querida rosa,
Bela,
Não se entristeça!

NOSSOS NÓS

Somos andarilhos de terras errantes
Buscamos trilhas, entramos por atalhos.
Visualizamos vales, embrenhamos por precipícios.
Desejamos os cumes, escalamos penhascos.
E lá do alto ecoamos os nossos gritos
A princípio como sonhadores
Depois como desbravadores
Mais tarde como descobridores
E, finalmente, como loucos
Nos silenciamos...
E encontramos nesta ausência sonora
todos os sons
Os sons da vida inteira
A inteireza do sons
Descobrimos que vivemos chegando e partindo
Achando e perdendo
E que a melodia mora aqui, oh!
Não pense que essa poesia é medíocre
E que estou gastando versos para falar que o que
Buscamos está dentro de nós mesmos...
Isso seria idiota!
Em nós só há nós
Vivemos para desatar as amarras que nos aprisionaram
A tudo que é importantemente superficial na vida:
Lâmina ignóbil, ígnea, ignífera...
(...)
Passamos quase toda a vida tentando mudar o mundo.
Até que numa bela tarde, tempestuosa, percebemos que é o mundo que muda a gente!
Que o mundo é um grande laboratório de gente
E que gente se contamina de gente
E que gente é doença e antídoto que cura a gente
E que somos, inevitavelmente, nossa última espécie...
Afinal o entardecer não poupa ninguém,
As janelas se fecham,

Amém...

CUIDAR

CUIDAR
Cuidar dos olhos, nosso espelho interior
Cuidar da boca, nosso mel e nosso veneno
Cuidar das mãos, nosso afago e nossa espada
Cuidar dos pés, nosso encontro e desencontro
Cuidar dos cabelos, nosso charme
Cuidar das pernas, nossa sedução
Cuidar do útero, nosso berço
Cuidar dos seios, nosso alimento
Cuidar dos ouvidos, nosso filtro
Cuidar da pele, nossa sensibilidade
Cuidar da alma, nossa vida!
Cuidar do coração
Porque as batidas dele dependem da circulação instáveis das nossas emoções
Cuidar do pulmão
Porque nossa respiração depende do clima de verdades e de inverdades ao nosso redor
Cuidar da cabeça
Porque ela se enlouquece e quase sempre não responde por nossas paixões
Cuidar dos membros
Porque eles nos apontam e nos levam rumo aos nossos sonhos
Simplesmente, cuidar de nós...
A fim de que resplandeçamos a glória do nosso Criador!