domingo, 12 de abril de 2015

Meus versos

Queridos versos
Quero marcá-los sob esta superfície
Como tatuagem.
E eternizar-te em meu corpo
Que, sedento de desejos,
Clama por uma gota de inspiração!
Gostaria muito que Bandeiras e Olavos
Fossem cá lidos...
Entretanto, meus versos caem fracos:
São versos de brinquedos
Que trilindram pelo chão
Voam ao encontro das estrelas
E tresloucados,
buscam ouvidos amigos
e sobras de amor e paixão!
Não são versos com a métrica perfeita
Ao traço do ourives, caro Bilac;
Tampouco poesias de Passárgada,
Em linhas endiabradas
Onde mulheres perfeitas seduzem
E destilam prazer!
São versos solitários
“De angústia rouca”
De quem dispensa a rima
De quem acredita e grita
E faz da poesia
a irmã gêmea da noite
Filha da dor
Amante do açoite

Louca de amor!

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